• Document: Bacias cicloviárias: interpretação e aplicação em Florianópolis
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ViaCiclo – Associação dos Ciclousuários da Grande Florianópolis Bacias cicloviárias: interpretação e aplicação em Florianópolis R e l a t ó r i o d e P e s q u i s a Pesquisa executada pela ViaCiclo em convênio com Ciudad Viva, Sustran-Lac e ITDP Florianópolis, Novembro de 2010 Bacias cicloviárias: interpretação e aplicação em Florianópolis Relatório de Pesquisa 1 ¬ APRESENTAÇÃO Esta pesquisa foi realizada sob o convênio com a ONG Ciudad Viva de Santiago/Chile visando oferecer aportes para a pesquisa por ela coordenada intitulada “Construyendo capacidades para una ciudadanía activa que enfrente el cambio climático en América Latina”. A pesquisa é financiada pelo ITDP - Institute for Transportation and Development Policy, cujo objetivo geral é “construir capacidade cidadã para enfrentar o fenômeno do câmbio climático, gerando propostas e linhas de ação como Red Activa Sustran-Lac, que fomentem a incorporação definitiva e permanente de políticas de mobilidade sustentável, especialmente de transporte ativo, nas agendas dos governos [Figura 1] Rod. SC 405 – Rio Tavares 1 latinoamericanos e nos programas de (Bacia Cicloviária do Campeche) organismos internacionais de desenvolvimento”. A pesquisa foi baseada em consulta bibliográfica e em visitas de campo visando a aplicação de modelo conceitual de infraestrutura cicloviária. O objetivo principal deste estudo é aplicar em mapa urbano o modelo conceitual de “bacia cicloviária”, o qual é comumente denominado de “micro rede cicloviária”, de forma a propor a constituição de uma cidade ciclável. O estudo foi aplicado em duas regiões de Florianópolis com características urbanas distintas: a Bacia do Itacorubi e a Planície do Campeche. Este estudo servirá de base para uma requisição formal à Prefeitura Municipal de Florianópolis – PMF, contribuindo assim com mobilidade ciclística, com a humanização da [Figura 2] Ciclofaixa da Av. Peq.Príncipe – Campeche cidade e com a democratização da vida (Bacia Cicloviária do Campeche) urbana. 2 2 ¬ MOBILIDADE URBANA E REDE CICLOVIÁRIA EM FLORIANÓPOLIS Assim como outras cidades médias brasileiras, Florianópolis experimenta o agravamento dos problemas relacionados à mobilidade urbana. O acelerado crescimento populacional (hoje com 421.203 habitantes), a inexistência de planejamento urbano de longo prazo e o ordenamento do trânsito e do sistema viário ditados pelo mercado automobilístico são fatores que tornam o deslocamento, em várias regiões da cidade e em diversos horários do dia, um suplício, sobretudo para os usuários do transporte coletivo. Florianópolis possui apenas dois corredores exclusivos para ônibus e o sistema de transporte público, com apenas 490 veículos, está em estado de litígio. O sistema viário possui limitações devido à arquitetura urbana, apresentando diversos gargalos com a geração de imensos e constantes congestionamentos. Para escapar dessa situação, os interessados poderiam locomover-se, em curtas e médias distância, usando bicicleta. Entretanto inexiste uma política de inclusão ciclística para incremento da malha cicloviária e para humanização das ruas para acolher ciclistas e pedestres com [Figura 3] Rod. SC 406 – Rio Tavares 2 segurança. Dos seis Terminais de (Bacia Cicloviária do Campeche) Integração do Transporte Público, apenas um possui bicicletário, ainda assim sem condições de segurança para os usuários, o que dificulta a integração intermodal entre bicicletas e ônibus para o cumprimento de viagens de maior distância. Atualmente, Florianópolis possui 35.840 m de vias ciclísticas específicas, conforme demonstra a Tabela 1 abaixo. Trata-se de uma malha muito pequena, descontínua e desconectada: entre uma curta via ciclística e outra deve-se percorrer um sistema viário hostil aos ciclistas. Além disto, como demonstra o processo avaliativo ora desenvolvido pela ViaCiclo no âmbito do Ciclobservatório – Observatório da Mobilidade Ciclística de Florianópolis (www.viaciclo.org.br/portal/ciclobservatorio/ciclobservatorio), as vias ciclísticas carecem de qualidade técnica que as tornem atraentes para novos usuários e são continuamente desrespeitadas por motoristas. [Tabela 1] Vias ciclísticas de Florianópolis EXT. POR QUANTI EXTENSÃO PERCEN EXTENSÃO CATEGORIA DE ANÁLISE

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