• Document: O ensino integrado, a politecnia e a educação omnilateral. Por que lutamos? 1
  • Size: 498.26 KB
  • Uploaded: 2019-02-13 21:35:55
  • Status: Successfully converted


Some snippets from your converted document:

O ensino integrado, a politecnia e a educação omnilateral. Por que lutamos?1 The integrated education, the polytechnic and the omnilateral education. Why do we fight? CIAVATTA, Maria2 Resumo O texto destina-se a fazer uma reflexão sobre o tema, em um momento de embates sobre políticas para o ensino médio e a educação profissional. No primeiro momento, tratamos da história das palavras e das ações que registram a travessia para mudanças sociais, no sentido de alterar a qualidade da educação sob o ideário da politecnia; em segundo lugar, trazemos alguns elementos da educação politécnica e sua realização na Revolução de 1917 e na Revolução Cubana; terceiro, discutimos a formação integrada quanto ao termo e seu signficado; em quarto lugar, recuperamos aspectos da disputa sobre as Diretrizes Curriculares Nacionais (DCN) para a educação técnica profissional de nível médio hoje, no Brasil. Palavras-chave: Educação profissional; Educação politécnica; Diretrizes curriculares. Abstract The text is intended to make a reflection on the subject, at a time of political discussions on the for high school and vocational education. At first, we treat the history of words and actions that record the passage to social change, to alter the quality of education under the ideas of polytechnic; Second, bring some elements of polytechnic education and its realization in the Revolution of 1917 and the Cuban Revolution; third, we discuss the integrated education regarding the term and what it means; fourthly, we present aspects of the dispute over the national curriculum guidelines for vocational technical education middle level today, in Brazil. Keywords: Vocational education; Polytechnic education; Curriculum guidelines. 1 Texto apresentado, originalmente, no VII Seminário sobre Trabalho e Educação – Uma década de estudos e pesquisas sobre trabalho e educação na Amazônia, realizado no Centro de Ciências Jurídicas da Universidade Federal do Pará, dias 20 e 21 de outubro de 2011. 2 Doutora em Ciências Humanas (Educação). Professora Titular em Trabalho e Educação Associada ao Programa de Pós-Graduação em Educação da Universidade Federal Fluminense (UFF); ex-Professora Visitante da UERJ; Pesquisadora do 1-A, CNPq. E-mail: <mciavatta@terra.com.br>. Trabalho & Educação | Belo Horizonte | v.23 | n.1 | p. 187-205 | jan-abr | 2014 |187| A educação pela qual precisamos trabalhar não é a que procura nos adaptar para os novos tempos, mas sim a que propõe a mudança do próprio sentido das mudanças (OSCAR JARA). Introdução O tema proposto tem a pergunta “Por que lutamos?” e traz implícita a resposta, “Ensino integrado, politecnia, educação omnilateral”. Não se trata de sinônimos, mas de termos que pertencem ao mesmo universo de ações educativas quando se fala em ensino médio e em educação profissional. Essa compreensão é especialmente importante para nós que somos não apenas estudiosos do tema. Somos também militantes de uma causa, a qualidade da educação que desejamos que seja um direito assegurado a todos os trabalhadores brasileiros e a seus filhos. Partindo dessa condição inicial, no início desta segunda década do século, lutamos por uma concepção e práticas educativas que não são novas. Elas remontam ao ideário da educação socialista revolucionária que previa a elevação das massas ao nível de conhecimento e capacidade de atuação como as elites sempre reservaram para si e seus pupilos. Seria mais simples se fôssemos apenas estudiosos do tema. Como militantes de uma causa, à compreensão dos princípios e dos conceitos, segue-se a exigência histórica de conhecer e levar em conta a realidade neles compreendida, e o compromisso com sua transformação segundo os princípios declarados. De modo mais incisivo, coerente com o materialismo histórico que nos dá elementos para a análise da sociedade capitalista em que vivemos, recuperamos a XI tese ad Feuerbach que diz que “os filósofos se limitaram a interpretar o mundo de diferentes maneiras, o que importa é transformá-lo” (MARX; ENGELS, 1979, p.14). O que significa “[...] formar cidadãos críticos e capazes de influenciar e promover mudanças. Como fazer isso num país como o Brasil, onde grande parte da população tem preocupações mais urgentes que aprender, como comer e morar?” (JARA, s.d., grifos nossos). Aí está a mudança do próprio sentido das mudanças de que fala Oscar Jara. Pensando no ensino médio, não se trata, pois, de mera adaptação às mudanças no mundo da produção e do trabalho, tais como adaptar-se à flexibilização produtiva, à “sociedade da incerteza”, às relações de trabalho desregulame

Recently converted files (publicly available):