• Document: ANÁLISE ERGONÔMICA NO TRABALHO DE TAXISTAS
  • Size: 455.52 KB
  • Uploaded: 2019-05-17 14:44:13
  • Status: Successfully converted


Some snippets from your converted document:

ANÁLISE ERGONÔMICA NO TRABALHO DE TAXISTAS FÁBIO GALDINO ¹, FILIPE DIAS BENTO ², GIANCARLO ALMUDI ³, VERÔNICA DE FÁTIMA MACHADO SILVA4, RODRIGO EDUARDO CATAI 5. UTFPR – Campus Curitiba, PR, Brasil (1,2,3,4,5) (1,2,3,4) Estudantes de Engenharia Civil/ UTFPR – Curitiba – PR – Brasil (5) Professor da Graduação e do Mestrado em Eng. Civil/UTFPR - Curitiba - PR - Brasil fabbiogal@me.com 1. INTRODUÇÃO Com o crescimento da população bem como a crescente necessidade de deslocamento existente dentro dos grandes centros urbanos, uma das profissões que se torna cada vez mais imprescindível é a do motorista de táxi, ou taxista. Os taxistas exercem um papel importante para a sociedade pois têm como objetivo transportar pessoas com qualidade, conforto e segurança. Mas assim como qualquer motorista que permanece uma grande fatia do seu dia na frente do volante, os taxistas apresentam um quadro preocupante com relação a sua saúde, pois uma grande parcela desses profissionais é sedentária, o que não é benéfico para a saúde (COSTA et al., 2003) e ainda permanece estático grande do tempo de sua jornada de trabalho, em postos de trabalho muitas vezes nem um pouco ergonômico (confortáveis). Desta forma, neste trabalho pretende-se abordar a saúde/ergonomia tendo em foco a profissão de taxista. Destaca-se que a ergonomia visa adaptar as condições psicofisiológicas do trabalho ao Homem, de tal forma a fazer com que o Homem se sinta bem dentro de seu posto de trabalho, conforme a Norma Regulamentadora NR - 17 do Ministério do Trabalho e emprego (BRASIL, 2014). A aplicação prática da ergonomia, pode ser feita por meio de uma Análise Ergonômica do Trabalho (AET), que de acordo com Iida (2005), tem como objetivo aplicar os conhecimentos ergonômicos para corrigir uma situação real, por meio de análises, para posteriormente formular um diagnóstico. É dividida em 5 etapas: Análise da demanda, Análise da tarefa, Análise da atividade, Formulação do diagnóstico, e, Recomendações ergonômicas. De acordo com Grandjean (1998) o termo ergonomia vem do grego e nada mais é do "ergon = trabalho" e "nomos = legislação, normas". E, segundo com Dul e Weerdmeester (2004), é uma ciência aplicada por exemplo no projeto de máquinas, equipamentos, sistemas e tarefas, com o intuito de melhorar a segurança, saúde, conforto e eficiência no trabalho. Uma das funções da ergonomia é proporcionar ao trabalhador um ambiente mais agradável e confortável, nos quais ele possa ter uma certa qualidade de vida, o que é importante para todos os trabalhadores bem como os motoristas de táxi. Segundo Limongi- França (2004), o termo qualidade de vida no trabalho pode ser definido como um processo que consolida a busca do desenvolvimento humano e organizacional. Para França (1996) a qualidade de vida no trabalho é um conjunto de ações de uma empresa que envolve melhorias e inovações dentro e fora do ambiente de trabalho, com o objetivo de proporcionar condições de desenvolvimento humano durante a realização do trabalho. O médico Dirceu Rodriquez Alvez, diretor da Associação Brasileira de Medicina de Tráfego, comenta que a posição incorreta do condutor pode gerar uma elevada fadiga muscular que pode conduzir a lesões vertebrais graves, e é por este motivo que o ideal é que o motorista encontre sempre uma zona de conforto dentro do veículo, ajustando o assento aos FIEP BULLETIN - Volume 85 - Special Edition - ARTICLE I - 2015 (http://www.fiepbulletin.net) pedais, que são fixos, de forma a alcançá-los sem esforço, bem como o volante. O indicado segundo o Dr. Alvez é não encostar a panturrilha e nem a parte posterior do joelho no banco. Contudo, não existe apenas um posição ideal, às vezes diferentes ajustes podem permitir mais de uma posição confortável, e ainda, esta mudança de postura é extremamente benéfica para o corpo, pois assim o trabalhador consegue sobrecarregar muscularmente diferentes partes do corpo ao longo de sua jornada de trabalho (CARVALHO, 2011). Segundo Carvalho (2011), quanto a altura do assento, este não deve ser muito alto, para que se evite a pressão atrás dos joelhos. O ideal é que se tenha pelo menos 3 dedos de distância, para que nervos e veias não possam ser pressionados e acabem comprometendo a circulação sanguínea. A Figura 1 ilustra a posição ideal. Figura 1 - Posição ideal para o trab

Recently converted files (publicly available):