• Document: O PERÍODO INTERBÍBLICO
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O PERÍODO INTERBÍBLICO 400 ANOS DE SILÊNCIO PROFÉTICO Enéas Tognini www.hagnos.com.br © 2009, por Enéas Tognini Edição de texto Aldo Menezes Revisão Todos os direitos desta edição reservados para: João Guimarães Editora Hagnos Capa Av. Jacinto Julio, 27 Souto Crescimento de Marca 04815-160 - São Paulo, SP 1ª edição - abril de 2009 (11) 5668-5668 Gerente editorial hagnos@hagnos.com.br Juan Carlos Martinez www.hagnos.com.br Dados Internacionais de Catalogação na Publicação (CIP) (Câmara Brasileira do Livro SP, Brasil) Tognini, Enéas - O Período Interbíblico : 400 anos de silêncio profético / Enéas Tognini — São Paulo: Hagnos, 2009. Bibliografia ISBN 978-85-7742-050-6 1. Israel - História 2. Judaísmo - História 3. Judeus - História 4. Livros apócrifos I. Título. 09-00835 CDC-229 Índices para catálogo sistemático: 1. Período Interbíblico : Comentários 229 2. Período Interbíblico : Comentários 229 Conteúdo Agradecimentos Introdução 1. Definição, ambiente e fontes históricas 2. Antecedentes históricos: de Abraão a Malaquias 3. Período Persa 4. Período Grego 5. Período Macabeu 6. Período Romano 7. Seitas político-religiosas 8. Instituições judaicas 9. Filosofia e teologia judaicas 10. A preparação do mundo para o advento do Messias Apêndice 1: Tabelas sinóticas do Período Interbíblico Apêndice 2: Hinos de louvor dos essênios Bibliografia Agradecimentos Registro aqui minha palavra de gratidão ao pastor José dos Reis Pereira, que bondosamente reviu os manuscritos da primeira edição deste livro de 1951; ao dr. Silas Botelho, pelas oportunas sugestões; ao irmão Anésio Eugênio Gonçalves, que datilografou a primeira edição desta obra. Introdução Depois da pregação do profeta Malaquias, o cânon sagrado do Antigo Testamento foi concluído. A partir daí haveria 400 anos de silêncio profético até o advento de Cristo, quando a comunicação profética reabriu-se com João Batista, o Precursor do Messias, a ―voz do que clama no deserto‖ (Mt 3.3). Durante muito tempo, esse período de silêncio recebeu pouca atenção, o que se refletia na escassez de material publicado a respeito do assunto no vernáculo. Essa foi a razão por que escrevi este livro em 1951. Hoje, porém, os estudantes dispõem de várias obras no vernáculo que abordam esse assunto, mas ainda não existe nenhuma que trate especificamente sobre esse tema. Não é possível prescindir do estudo dessa época; entretanto, não é necessário lhe conferir importância em demasia. Basta pensar que a Providência, que desde o Éden prepara o homem para a redenção, não poderia deixar de agir na preparação social e espiritual do mundo, especialmente dos judeus, para o recebimento de Jesus, o ―Desejado das nações‖. Sem pendores especiais para os assuntos históricos, mas atraído pelos objetivos da cadeira de grego e Novo Testamento, predispus-me à obra por meio do incentivo de meu bom mestre e leal amigo dr. W. E. Allen, que proficientemente regeu aquela cadeira do Seminário Teológico Batista do Sul do Brasil. Estou cônscio de que, apesar da pobreza de recursos bibliográficos, esta obra poderia pelo menos contribuir de forma meritória para despertar pessoas mais bem preparadas a fim de que se sentissem compelidas a oferecer um texto muito mais generoso e informativo. Comecei a escrever estas páginas visando precipuamente a meus colegas mais novos, a fim de evitar-lhes as canseiras das turmas anteriores, obrigadas a consultar volumes diversos em línguas estrangeiras. Isso explica os limites da obra e seu estilo didático. Não exaure a matéria; não se detém em minúcias: aponta, sim, um roteiro, e marca as balizas maiores de uma jornada de quase quatro séculos. É o suficiente para a iniciação; é essencial para o seminarista; quem quiser aprofundar o assunto precisará recorrer a uma bibliografia mais ampla, incluindo livros estrangeiros. A bibliografia desta obra traz excelentes recursos. No capítulo 1 apresentamos informações preliminares, como a definição da expressão ―Período Interbíblico‖ ou ―Intertestamentário‖. Esclareceremos questões sobre o ambiente, ou seja, as condições e as transformações geográficas, econômicas, políticas e sociais da época relacionadas com a vida dos judeus no Período Interbíblico. Não menos importante é a quest

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